Publicado 28/07/2010 07:42
Na tarde desta quarta (21/07), os promotores da Feira do Livro de Pelotas 2010 se reuniram para decidir quem serão Patrono e Orador da Feira. Os nomes foram escolhidos. Para Patrono, o convidado será o professor e escritor João Manoel Peil. Para Orador, o promotor aposentado e poeta José Fernando Gonzales. Eles receberão convite nas próximas horas.
João Manoel de Sousa Peil nasceu em Pelotas. Estudou Filosofia, Letras e Direito. É professor aposentado do IFSul; advogado e escritor. Foi diretor do CEFET-RS e secretário municipal de Educação de Pelotas. Membro permanente da Academia Pelotense de Letras. Escreveu documentos técnicos sobre Educação Profissional, ensaios literários e as ficções "Histórias de Amor e Guerra", contendo duas novelas históricas, publicada em 1991; "Enigma", obra futurista, publicada em 2005; "Fascínio do Poder", drama atual, publicada em 2006; "As Amigas", romance, 2007; "Ponto Crítico", ficção, 2008.
José Fernando Gonzales nasceu em Pelotas, na data de 24/03/1953. Promotor de Justiça, começou sua carreira em Piratini, em 19/08/1983, onde ficou até 19/09/1984, quando foi removido para o município de Pinheiro Machado. Atualmente, aposentado da Promotoria, atua como advogado. Seu talento para a poesia foi reconhecido na 14ª Califórnia da Canção Nativa de Uruguaiana, quando ganhou a Calhandra de Ouro, prêmio máximo desse festival de música nativista, com a composição de sua autoria, intitulada "O Grito dos Livres", interpretada por Dante Ramón Ledesma e acompanhada pelo Grupo "Os Guenoas".
Abaixo, os versos da música "O Grito dos Livres", que até hoje é muito popular e foi composta na cidade de Piratini, quando seu autor lá residia:
O GRITO DOS LIVRES
José Fernando Gonzales
“Quando os campos deste sul eram mais verdes
Índios pampeanos que habitavam o lugar
Foram mesclando com a raça do homem branco
Recém chegado de querências além mar
E o novo ser que se formou miscigenado
Virou semente, germinou e se fez povo
E um grito novo ecoou no continente
Lembrando a todos que esta terra tinha dono
Enquanto o gaúcho for visto no pampa
Enquanto essa raça teimar em viver
O grito dos livres ecoará nesses montes
Buscando horizontes libertos na paz
No grito do índio, o grito inicial
Com cheiro de terra no próprio ideal
De amor à querência liberta nos pampas
Gerada em estampas do próprio ancestral
A nova raça cresceu e traçou limites
Que bem demarcam a extensão dos ideais
E o mesmo povo hoje repete o grito
Alicerçado nas raízes culturais
A liberdade não tem tempo nem fronteiras
O homem livre não verga e não perde o entono
Vai repetindo a todos num velho grito
Passam os tempos mas esta terra ainda tem dono
Do grito do índio, aos gritos atuais
Há cheiro de terra nos próprios ideais
De um povo sofrido, ereto em vontade
De escrever liberdade nos seus memoriais
Enquanto o gaúcho for visto na pampa
Enquanto essa raça teimar em viver
O grito dos livres ecoará nesses montes
Buscando horizontes libertos na paz"
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Fonte: Assessoria Feira de Livro de Pelotas
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