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Estudantes da UFPel ocupam o Lyceu por condições mínimas de ensino

Publicado 11/02/2014 16:30

Após mais de um ano de gestão do reitor Mauro Del Pino a comunidade universitária da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) ainda aguarda pelas respostas para os problemas enfrentados pela instituição. A situação chegou ao extremo. Segundo os estudantes, falta água potável para beber e há problemas no abastecimento de energia elétrica. Muitas salas de aulas não possuem nenhum tipo de climatização, há prédios sem bebedouros e as condições mínimas de infraestrutura em diversos espaços são precárias. A comunidade acadêmica reivindica seus direitos básicos fundamentais, garantidos inclusive por lei. Mas não para por aí, as reivindicações também são por mais diálogo, democracia e principalmente pelo cumprimento do programa apresentado em campanha quando o atual reitor era candidato ao cargo.

Há seis dias, o Diretório Central dos Estudantes (DCE), gestão Viração, juntamente com representantes de diversos cursos e outros estudantes ocupam a sala do Conselho Universitário localizado no prédio do Lyceu Riograndense, no largo do Mercado Público, para cobrar ações imediatas e efetivas por parte da administração central da Universidade. “Entendemos que alguns problemas não são novidades na nossa universidade, mas a reitoria precisa ter prioridades. Também falta posição diante daquilo que a atual gestão prometeu e não cumpriu até agora”, ressaltou o coordenador geral do DCE, Andrew Valadão. O reitor chegou a ir até o local, porém, segundo informações do DCE, também divulgadas por meio de vídeos nas redes sociais, Mauro Del Pino foi intransigente, exigindo a saída imediata do prédio sem apresentar nenhuma resposta às reivindicações estudantis ou mesmo se mostrar aberto ao diálogo durante a ocupação.

Entenda a situação e o porquê da ocupação:

Dia 21 de janeiro

  • Representantes do DCE estiveram reunidos com a administração e apresentaram demandas dos estudantes, que incluem questões emergenciais como a climatização das salas de aula e a disponibilidade de água potável nos prédios dos diversos campi. Segundo informações dos próprios estudantes, as reclamações acerca destes problemas são diárias e há relatos de pessoas desmaiando devido às condições insustentáveis de assistirem aula dentro das salas. Em sua fala o reitor chegou a apresentar prazos, porém os estudantes pediram o comprometimento por meio das respostas a serem apresentadas. A administração central não cumpriu com o tempo acordado entre ambas as partes para apresentar as respostas e suas posições diante das reivindicações.

Dia 06 de Fevereiro (quinta-feira)

  • O DCE juntamente com representantes de cursos e outros estudantes formalizou um segundo documento a ser entregue ao reitor. Após um ato público, os estudantes ocuparam o Lyceu e esperaram pela presença de Del Pino para que pudessem cobrar novamente ações imediatas e efetivas para os problemas enfrentados diariamente. O reitor foi até o local e não apresentou nenhuma proposta de resolução aos problemas ou se quer se propôs ao diálogo na ocupação. A administração central, que foi eleita com uma votação ampla na comunidade discente, deixou o local aos gritos de “Mauro Del Pino que papelão, lembra da gente só quando tem eleição”.

 

Dia 07 de Fevereiro (sexta-feira)

  • No segundo dia de ocupação, o reitor apresentou uma lista de respostas às pautas solicitadas há mais de 15 dias, sem ter cumprido com o tempo acordado. A falta de prazos e de comprometimento nas respostas apresentadas, alguns assumidos inclusive em campanha, revoltou os estudantes. Ainda na sexta-feira à noite uma equipe da reitoria foi até o Lyceu em nome do reitor para anunciar que Del Pino não iria mais até a ocupação conversar com os estudantes e que só os receberia em seu gabinete sem se quer entregar as pautas estudantis recebidas durante o ato ou propor uma tentativa de diálogo marcando uma data de reunião para atender os acadêmicos.

Até o momento os estudantes permanecem no local. Além de diversos acadêmicos, conselheiros universitários e outras entidades também manifestaram apoio ao ato estudantil. “Parece que a democratização dos espaços da nossa universidade que o atual reitor tanto defendia ficaram apenas nas promessas e no seu material de campanha”, finalizou Luis Alexandre Alves, coordenador geral do DCE. A ocupação é pacífica e não houve nenhum tipo de depredação ao patrimônio público. Ao tentar entrar em contato com o reitor para saber qual era a posição oficial da universidade, obtivemos informações de que Del Pino se encontra em viagem ao exterior e deve retornar somente após o dia 15.

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